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Análise: a limonada do megaleilão do pré-sal

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O governo sabia há meses do risco de esvaziamento do megaleilão do pré-sal, mas resolveu insistir num modelo – herdado do PT – que destrói valor, dificulta investimentos e impede o desenvolvimento do país.

Por quê? Há várias razões políticas e econômicas.

Já havia um certo consenso sobre a divisão dos royalties com base na cessão onerosa – inclusive para aprovação da reforma da Previdência – e qualquer tentativa de mudança causava calafrios em parlamentares, governadores e prefeitos.

Ou seja, objetivamente, o leilão produziu bônus duas vezes maior que a soma de todos os anteriores e fez funcionar o pacto político.

Além disso, os nacionalistas do Palácio do Planalto comemoram a aquisição do megabloco de Búzios pela Petrobras, pois a estatal passará a figurar entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo.

Mas a melhor notícia, segundo integrantes da equipe econômica, é que o completo desinteresse dos investidores decreta o colapso do regime de partilha – desenhado para aplicação em países corruptos.

A partir de agora, o caminho fica livre para a volta do sistema de concessão e os novos blocos poderão ser vendidos sob novos termos.

Inclusive, as áreas que não foram arrematadas hoje serão novamente leiloadas no ano que vem sob o novo modelo, pelo qual se espera uma arrecadação duas vezes maior. E uma das medidas imediatas será a extinção da PPSA (Pré-sal Petróleo SA.), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

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