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Antes de deixar comando do Supremo, Toffoli arquivou todos os inquéritos decorrentes da delação de Cabral

Edson Fachin homologou colaboração premiada do ex-governador, que apresentou mais 25 anexos e citou Dias Toffoli num deles
Antes de deixar comando do Supremo, Toffoli arquivou todos os inquéritos decorrentes da delação de Cabral
Foto: Adriano Machado/ Crusoé

Antes de deixar a Presidência do Supremo em setembro de 2020, Dias Toffoli arquivou todos os 12 inquéritos abertos com base na colaboração premiada de Sergio Cabral. O arquivamento se deu a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Aras não viu justificativa para aprofundar as investigações, que envolviam acusações contra ministros do TCU, do STJ e deputados federais. A delação do ex-governador foi homologada por Edson Fachin com base em acordo proposto pela Polícia Federal.

Posteriormente, Cabral apresentou mais 25 anexos com novas acusações, inclusive contra Dias Toffoli. A Polícia Federal entendeu que há indícios contra o ministro do Supremo e, por isso, pediu diretamente ao Supremo a abertura de uma investigação.

Caberia a Luiz Fux decidir sobre o pedido, mas o presidente do STF se declarou suspeito em casos que envolvam Cabral, que foi um dos responsáveis por sua indicação à Corte. Caberá, portanto, a Rosa Weber, vice-presidente.

A ministra é quem receberá da PGR o parecer sobre o pedido de inquérito sobre as acusações contra Toffoli e os demais 24 novos anexos. Rosa também está analisando o recurso da defesa de Cabral contra o arquivamento dos 12 inquéritos referentes ao primeiro lote de anexos da delação.

 

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