ANVISA DESISTE DA GARAGEM DE PAULO OCTAVIO

A Anvisa desistiu de mudar suas instalações para um edifício de Paulo Octavio, em Brasília.

Na semana passada, O Antagonista divulgou com exclusividade que Ricardo Barros, o ministro da Saúde — responsável pelo contrato de R$ 31,2 milhões por ano e correligionário do ex-vice-governador do Distrito Federal –, queria transferir os arquivos da agência reguladora para o subsolo do novo prédio: a Administração Regional de Brasília estranhou e impediu o puxadinho.

A Anvisa diz em nota:

“Sem a possibilidade de utilização da área física do subsolo, haveria a necessidade de se alugar (ou terceirizar) outro espaço para acomodar os arquivos, além da consequente realocação, no próprio edifício PO-700, de áreas como o parlatório e patrimônio, entre outras. Além disso, a informação recente de que o condomínio não arcaria com os custos de manutenção predial das áreas privativas, conjuntamente com os novos valores informados do IPTU do prédio, também acarretariam o aumento de custos não previstos inicialmente.

Ou seja: deixou de ser uma vantagem econômica para a Anvisa a concretização da mudança para o novo prédio. Apesar da melhor localização, o que facilitaria o acesso dos usuários da Agência, desde o início nossa posição tem sido de buscar também a economicidade na proposta.”

A agência reguladora informou, ainda, que o contrato de aluguel da atual sede, que se encerra em julho deste ano, deverá ser renovado.

Por favor, revejam nosso post:

EXCLUSIVO: MINISTRO QUERIA ANVISA NA GARAGEM DE PAULO OCTÁVIO

Brasil 22.02.17 17:30

Desde o fim do ano passado, o ministro Ricardo Barros comprou uma briga com servidores da Anvisa ao decidir mudar a sede da agência reguladora para um novo edifício, de propriedade de Paulo Octávio, o enroladíssimo ex-vice-governador do Distrito Federal.

O resultado da chamada pública, como revelou O Globo, foi antecipado três meses antes nos classificados de um jornal local. Além da pouca transparência no processo, ninguém entendeu a verdadeira necessidade da mudança.

Valor do contrato? R$ 31,2 milhões por ano.

O Antagonista descobriu agora que, além do suposto direcionamento, o edifício escolhido por Barros não tem capacidade para receber toda a burocracia da Anvisa. Para remediar o problema, seria necessário fazer “adaptações” na garagem no subsolo do prédio.

Laudo obtido com exclusividade por O Antagonista mostra que a Gerência de Aprovação de Projetos da Administração de Brasília indeferiu o pedido de licença de funcionamento da Anvisa na garagem, onde queriam instalar o “arquivo e salas de utilização, o parlatório, salas de reunião, patrimônio, almoxarifado e biblioteca”.

No memorando, o chefe da unidade diz que a “única atividade permitida para subsolo do local é a de estacionamento rotativo”.

A pergunta que não quer calar: como o imóvel de Paulo Octavio foi escolhido por Ricardo Barros para ser a nova sede da Anvisa, se não tem sequer espaço para acomodar a estrutura da agência reguladora?

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