Anvisa facilitou acesso a cloroquina após queixas de quem efetivamente precisava, diz Barra Torres

"Tinha mãe que queria tratar criança para verme e não conseguia comprar ivermectina mais", disse o presidente da agência na CPI da Covid
Anvisa facilitou acesso a cloroquina após queixas de quem efetivamente precisava, diz Barra Torres
Foto: LQFEx/Exército Brasileiro

No depoimento à CPI da Covid, Antonio Barra Torres afirmou que, em meados do ano passado, a Anvisa desburocratizou o acesso à cloroquina depois que pessoas que efetivamente precisavam do medicamento reclamaram da dificuldade para comprá-lo.

“Essas medicações nunca foram, pela norma, de livre aquisição. Tinha sempre que ter apresentação de receita. A flexibilização se deu, porque começamos a ter, talvez nessa época, junho ou julho, houve, por conta da questão do uso off label, houve um consumo bem maior que a produção e numa velocidade avassaladora. Então várias medidas tiveram que ser tomadas para garantir o uso de quem precisava efetivamente pela bula, que são é lúpico, o malárico e o artrítico”, disse.

“Então, nesse momento começamos a receber enxurrada de reclamações de que estava havendo dificuldade imposta pela Anvisa, porque tinha que ter receita especial, tinha que ficar retida. Então, como nessa hora, essa questão começou a ser melhor equacionada, nós entendemos que era hora de desburocratizar e voltar a um status anterior. Não aconteceu só com a hidroxicloroquina, aconteceu com outras medicações que sumiram da prateleira pelo uso off label, aconteceu com a ivermectina, com nitazoxanida. Houve procura muito grande e aí sumiu. Tinha mãe que queria tratar criança para verme e não conseguia comprar ivermectina mais”, afirmou.

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