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Ao falar em 'acordão', Alvaro Dias diz que CPI da Covid 'pode começar frustrando'

Ao falar em acordão, Alvaro Dias diz que CPI da Covid pode começar frustrando
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias, disse a O Antagonista que há um “acordão” para a definição da cúpula da CPI da Covid, que será oficialmente instalada amanhã no Senado.

“O acórdão da CPI da Covid ignora critérios e não considera a importância de autores dos requerimentos e a força dos blocos parlamentares”, disse.

Há um acordo feito para que Omar Aziz (PSD) seja o presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede) fique com a vice-presidência e Renan Calheiros (MDB) assuma a relatoria. O senador Eduardo Girão, do Podemos de Dias, tenta furar esse acordo: ele se lançou candidato ao comando da CPI.

“Eduardo Girão e Randolfe, autores de requerimentos da CPI, foram preteridos. O segundo maior bloco parlamentar do Senado, que inclui Podemos, PSL e PSDB, com 18 senadores, tem o mesmo número de integrantes na CPI que o bloco e o partido de 11, o PSD. Houve um tempo em que se respeitava a tradição, com critérios justos e que garantiam o direito à participação.”

Alvaro Dias afirmou, ainda, que o governo Bolsonaro participa desse acordão e tem em Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, um importante articulador.

O governo concordou com o acórdão? É provável. O acórdão é mais confiável para o governo? Tudo indica que sim. Conflitos de interesses favorecem negociações com o governo. Parte da imprensa ‘carimbou’ Girão de governista, mas ele tem sido sempre independente. A afirmação de que ele não seria imparcial na condução dos trabalhos é injusta e fruto de desinformação ou má-fé.”

O líder do Podemos acrescentou:

“A CPI gerou grande e expectativa e pode começar frustrando.”

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