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Ao tentar privilegiar base, Bolsonaro compra briga com demais servidores em ano eleitoral

Auditores fiscais, integrantes do Banco Central, educadores e até funcionários do Ministério da Saúde falam em paralisações em 2022
Ao tentar privilegiar base, Bolsonaro compra briga com demais servidores em ano eleitoral
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao tentar privilegiar a sua base de apoio político com a promessa de aumento salarial, Jair Bolsonaro (foto) comprou briga com os demais servidores públicos que prometem uma série de protestos ao longo do ano de 2022.

Por determinação do presidente da República, o relator-geral do Orçamento, o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), reservou R$ 1,79 bilhão, em 2022 e em 2023, para, em tese, conceder reajustes a policiais federais, policiais rodoviários federais e integrantes da Força Nacional. O problema é que as demais categorias agora também querem reajuste e já partem da seguinte premissa: ou todos ganham ou ninguém será beneficiado.

A maior pressão vem dos auditores da Receita Federal, que desde o ano passado conversam com a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para obter o chamado “bônus de eficiência”, benefício que teria um impacto anual de R$ 1,3 bilhão ao ano. O bônus foi autorizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, mas nunca houve a sua regulamentação, mesmo com a articulação do filho do presidente.

Os servidores da Receita Federal e do Banco Central entregaram seus cargos comissionados e mais de 150 auditores-fiscais do Trabalho deixaram seus postos de chefia até o momento. Além deles, há a expectativa também de professores federais, servidores da saúde e demais carreiras do funcionalismo público realizarem um dia de mobilização, em 18 de janeiro, para pressionar Bolsonaro por aumentos salariais.

Neste momento, as negociações estão paradas e devem ser retomadas apenas no início da semana que vem, conforme integrantes do governo. O problema é que Guedes tem feito o alerta de que não há espaço no orçamento para reajustes a outras categorias do funcionalismo público federal.

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