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Após interferência de Bolsonaro no Enem, reitores querem retomar vestibulares

Gestores de universidades federais temem revisionismos históricos por parte do Poder Executivo e reclamam de falta de autonomia
Após interferência de Bolsonaro no Enem, reitores querem retomar vestibulares
Foto: Isac Nóbrega/PR

Após Jair Bolsonaro (foto) ter tentado interferir nas provas do Enem de 2021, reitores de unidades federais em todo o Brasil já discutem a possibilidade de esvaziar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e retomar a realização de vestibulares para ingresso nas instituições de ensino superior.

A ideia começou a ser discutida esta semana em grupos internos de reitores e pró-reitores. Os educadores dizem que ficaram preocupados com a postura do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de não defender a independência na elaboração das questões do Enem.

Como mostramos, Bolsonaro disse recentemente que “questões do Enem começam a ter a cara do governo” e cerca de 40 funcionários do Inep deixaram seus cargos por pressões do governo federal. Além disso, os gestores reclamam que processos seletivos unificados não podem ser alvo de “revisionismos históricos”, como defende Bolsonaro.

Além de tentar retomar os vestibulares, professores de universidades federais prometem uma série de protestos ao longo de 2022 contra decisões do governo, como o fato de ignorar as listas tríplices para a escolha de reitores em todo o país.

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