Após pressão das Forças Armadas, Bolsonaro é aconselhado a evitar termo “meu Exército”

Após pressão das Forças Armadas, Bolsonaro é aconselhado a evitar termo “meu Exército”
Foto: Marcos Corrêa/PR

Diante da pressão de integrantes da Forças Armadas, Jair Bolsonaro tem evitado usar o termo “meu Exército” em solenidades públicas ou em conversas com apoiadores nos últimos dias.

Ontem, durante visita à cidade de Chapecó (SC), Bolsonaro disse o Exército Brasileiro não vai ajudar governadores a instituir medidas restritivas. Mas, ao contrário de outras ocasiões, Bolsonaro não usou a expressão “meu Exército” para se referir à tropa. “Não vai ter lockdown nacional. Como alguns ousam dizer por aí, que as Forças Armadas deveriam ajudar alguns governadores, nas suas medidas restritivas. O nosso Exército Brasileiro não vai a rua para manter o povo dentro de casa”, disse Bolsonaro.

Hoje, durante solenidade de promoção de 16 oficiais-generais, Bolsonaro voltou a dizer que “o nosso Exército” é o responsável por garantir a estabilidade democrática. “O nosso Exército de Respeito, de orgulho, reconhecido por toda a nossa população, representa para o nosso Brasil, uma estabilidade.”

Fontes das Forças Armadas afirmaram a O Antagonista que essa mudança de postura do presidente ocorreu após alertas do alto-comando do Exército. Os militares estavam incomodados pela forma personalista como Bolsonaro estava tratando os integrantes das Forças Armadas. Além disso, o ministro da Defesa, Braga Netto, tem aconselhado o presidente a evitar o termo “meu Exército” para esfriar o ânimo dos militares, principalmente os da ativa.

A própria escolha do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para o comando do Exército também foi vista como uma derrota de Jair Bolsonaro.

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