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Aprovado para embaixador nos EUA há 140 dias, Forster ainda não foi confirmado em plenário

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O Senado suspendeu a votação das indicações do governo para chefiar embaixadas do Brasil.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), contou à Rádio Senado que a votação não pode ser feita online. O artigo 52 da Constituição determina que os senadores aprovarão “a escolha dos chefes de missão diplomática” por voto secreto.

“A gente entende que é uma matéria sensível, que pode sim estar dando um certo prejuízo nas questões do relacionamento diplomático do Brasil com outros países”, admitiu.

O nome de Nestor Forster para a embaixada em Washington, por exemplo, aprovado em 13 de fevereiro na comissão, não foi votado em plenário até hoje. No mesmo dia, a comissão aprovou o embaixador Hermano Telles Ribeiro para chefiar a embaixada em Beirute, indicação que também ainda não foi apreciada no plenário.

Na semana passada, o governo enviou ao Senado 18 mensagens com nomes indicados ao comando de embaixadas e missões do Brasil, incluindo na Argentina, no Chile e em Israel.

Desde junho de 2019, Forster chefia a embaixada brasileira em Washington como “encarregado de negócios”, interinamente. A confirmação na comissão do Senado foi atrasada porque o presidente Bolsonaro resolveu lançar o nome do filho 03 para o posto. Depois desistiu da ideia, e Eduardo não chegou a ser sabatinado.

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