Aras alega que acesso a banco de dados da Lava Jato é por 'transparência'

Em live do grupo Prerrogativas, que reúne advogados lulistas, nesta terça-feira, Augusto Aras alegou que seu pedido de acesso ao banco de dados da Lava Jato em Curitiba –acatado por Dias Toffoli, que ordenou o compartilhamento dos dados de todas as forças-tarefas com a PGR– é resultado da busca por “transparência” no Ministério Público Federal.

“Estamos falando da transparência que estamos a promover. Todo o Ministério Público Federal, no seu sistema único, tem 40 terabytes. Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas lá com seus dados depositados”, disse o PGR, que chamou a operação de “caixa de segredos”.

“Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios, e não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos”, acrescentou Aras, em guerra aberta contra a Lava Jato.

Há dez meses no cargo, o PGR escolhido por Jair Bolsonaro disse que trabalha por um Ministério Público “uno e indivisível” e que a maior preocupação de sua gestão é reconduzir o órgão à sua unidade.

Está claro que a “unidade” que Aras quer implica matar a Lava Jato –e impedir que outras operações bem-sucedidas aconteçam.

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