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Aras foi contra busca e apreensão no gabinete de Rejane Dias

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi contra a busca e apreensão no gabinete da deputada Rejane Dias (PT-PI). Em live com advogados lulistas transmitida pela TVPT, ele disse que deu parecer contra a diligência “por falta de atualidade dos fatos”, porque os investigadores queriam “alcançar documentos de mais de seis anos”.

Rejane é investigada por participação num esquema de fraude em contratos de transporte escolar no Piauí. Segundo a PF, quando era secretária de Educação do estado, a pasta assinou contratos superfaturados em mais de R$ 50 milhões.

A diligência de busca e apreensão no gabinete de Rejane foi autorizada pela Justiça Federal do Piauí depois que a ministra Rosa Weber decidiu que o caso não deveria estar no STF – a investigação se reporta a fatos anteriores a Rejane tomar posse como deputada e ganhar prerrogativa de foro no Supremo.

O procurador-geral também foi contra a remessa do inquérito à primeira instância. Segundo trecho do parecer citado na decisão de Rosa, há “estado de dúvida razoável” sobre a existência de foro privilegiado, e por isso o caso deveria ficar no STF.

Na mesma live, Aras disse que o Ministério Público vive um novo momento: “Agora é a hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”.

Veja trecho da fala de Aras:

 

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