Arolde é o primeiro congressista a morrer em decorrência da Covid-19

Arolde é o primeiro congressista a morrer em decorrência da Covid-19
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O senador Arolde Oliveira (PSD) foi o primeiro congressista a morrer em decorrência da Covid-19.

Ele estava internado há praticamente um mês em um hospital particular do Rio de Janeiro. A família optou pela discrição, mas nos últimos dias a informação de que ele havia piorado foi se espalhando entre os próprios senadores.

Arolde, de 83 anos, estava na UTI, entubado e, apesar de os médicos dizerem que ele já estava curado da Covid-19, as complicações respiratórias persistiam.

Pelo menos 16 dos 81 senadores pegaram a doença desde o início da pandemia, segundo um levantamento feito por O Antagonista.

O primeiro diagnosticado, ainda em março, foi o senador Nelsinho Trad (PSD), que, na reunião em que o então ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou a pandemia, chegou a dizer (relembre aqui):

“Se a gente brincar com isso, nós não vamos estar aqui para contar história. Na hora que morrer um aqui, eu quero ver como vai ficar.”

Depois de Nelsinho, testaram positivo para Covid-19: Arolde de Oliveira, Carlos Fávaro, Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro, Jayme Campos, Jorginho Mello, Leila Barros, Mara Gabrilli, Marcos do Val, Rogério Carvalho, Telmário Mota, Vanderlan Cardoso, Wellington Fagundes e Eduardo Braga, que está internado no Sírio Libanês em São Paulo.

Arolde era muito próximo da família Bolsonaro, principalmente do senador Flávio, com quem foi eleito, em 2018, com o apoio do então candidato a presidente da República. No PSD, ele foi responsável por inserir a deputada Flordelis na política, levando-a a se filiar ao partido. Ela viria a ser acusada de ser a mandante da morte do próprio marido.

O senadora era o fundador do Grupo MK de Comunicação, um dos maiores do país no segmento evangélico, responsável, por exemplo, pelo site Pleno.News, considerado um braço do bolsonarismo. Em agosto de 2018, pelas mãos de Arolde, Flávio Bolsonaro assinou contrato com a gravadora gospel do grupo, para gestão de seu canal no YouTube.

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