Aroldo, um cabra da peste

Uma pequena biografia de Aroldo Cedraz, atual presidente do TCU, que se mostra disposto a ajudar o peemedebista Vital do Rêgo no enterro do processo do Petrolão que corre no tribunal.
Aroldo Cedraz nasceu em Valente, na Bahia. Sua paixão é a caprinovinocultura. Vem de berço: seus avós eram tradicionais caprinovicultores e seu pai, Nezinho de Valente, notabilizou-se por ser um grande criador. Aroldo Cedraz é veterinário e defendeu uma tese de mestrado considerada o primeiro trabalho na história da ciência mundial sobre a mortalidade pré-natal de ovinos no Rio Grande do Sul.
Apesar do caminho promissor nos pastos muitas vezes ralos da caprinovinocultura, ele resolveu entrar na política. Elegeu-se deputado federal pelo PRN de Fernando Collor e, na Câmara, fazia parte do que se convencionou chamar de baixíssimo clero.
O ministro implacável com a honestidade é pai de Tiago Cedraz, conhecido em Brasília como “o advogado que topa tudo por dinheiro”.  Em 2011, Tiago Cedraz foi citado na operação Voucher, da Polícia Federal, por dar acesso a informações privilegiadas a investigados pelo TCU. O jovem causídico teve, ainda, papel na execução de um contrato suspeito que previa a venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina a um empresário da jogatina daquele país. Caso ela se concretizasse, haveria o repasse de 10 milhões de dólares a terceiros. A Polícia Federal tem indícios de que esse dinheiro serviria para distribuir propina entre parlamentares do PMDB. Tiago Cedraz afirma ter saído do negócio antes de ter sido fechado.
O atual presidente do tribunal declarou-se impedido de conduzir processos em que o seu filho é advogado, mas Tiago Cedraz permanece operando dentro do TCU, para a preocupação de alguns ministros. Recentemente, o grupo alertou Aroldo Cedraz sobre a necessidade de deter a influência do rapaz na gestão do tribunal. Seria melhor que ele segurasse o seu cabrito.



A especialidade  de Aroldo Cedraz, do TCU

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