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As perguntas ao líder do PSL, deputado Vitor Hugo

O Antagonista noticiou que a bancada do partido foi alertada do "golpe do fundão" incluído na LDO por meio de uma nota técnica
As perguntas ao líder do PSL, deputado Vitor Hugo
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O Antagonista noticiou mais cedo, com exclusividade, que toda a bancada do PSL recebeu, com a devida antecedência, uma nota técnica elaborada por assessores parlamentares na qual havia o alerta do “golpe do fundão” contido no texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), incluindo a informação de que os recursos seriam retirados da dotação da Justiça Eleitoral, o que praticamente inviabilizaria a pretensão de termos votos auditáveis no ano que vem”.

Enviamos as seguintes perguntas ao deputado bolsonarista Vitor Hugo, líder do PSL na Câmara:

— O senhor não sabia que o aumento do fundão estava incluído na LDO?

— Mesmo com a nota técnica do PSL, por que o senhor orientou voto “sim” ao texto principal da LDO?

— O senhor tinha conhecimento de que a votação do destaque do Novo seria simbólica?

— Por que o senhor não apresentou destaque para votação em separado do fundão?

— Por que o senhor não se manifestou na sessão a favor do destaque do Novo?

— Por que o senhor não solicitou, durante a sessão, votação nominal do destaque do Novo?

Após a publicação desta nota — que foi atualizada –, Vitor Hugo respondeu dizendo que “votar a favor da LDO não significa votar a favor do fundão”.

“Existem prazos constitucionais a serem seguidos e o País precisa de suas leis orçamentárias aprovadas para seguir prestando serviços públicos para a população, quanto mais em tempos de pandemia”, alegou.

Vitor Hugo afirmou, ainda, que, assim como vários outros deputados que votaram a favor da LDO, registrou seu voto contrário ao aumento do fundão — a votação do destaque apresentado pelo Novo que tentou, sem sucesso, retirar esse trecho da LDO foi por meio de votação simbólica (quando o voto dos parlamentares não é computado).

Sobre o partido não ter apresentado destaque para tentar brecar o “golpe do fundão”, ele argumentou que o partido já havia apresentado outros três destaques a que regimentalmente tem direito, “não tendo apresentado sobre o fundão, pois o Novo já o havia feito”. Esses três outros destaques acabaram não sendo admitidos por questões administrativas/formais.

Vitor Hugo sustentou que o PSL se manifestou, no plenário, a favor do destaque do Novo, mas isso só ocorreu após a votação, quando o “golpe do fundão” já estava sacramentado.

“Mesmo não tendo sido concedida de ofício a possibilidade de orientação na votação do destaque do Novo, o PSL fez questão de marcar sua posição em plenário contra o fundão e muitos deputados, como eu, o fizeram por escrito.”

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