As pretensões políticas de Pazuello, antes do tombo

As pretensões políticas de Pazuello, antes do tombo
Foto: Tony Winston/MS

Eduardo Pazuello, o general três estrelas do Exército que virou ministro da Saúde em meio à pandemia da Covid no Brasil, tinha pretensões políticas maiores.

O Antagonista apurou que, no tempo em que ficou no Ministério da Saúde — foram pouco mais de 10 meses –, Pazuello foi aconselhado a se candidatar em 2022. Segundo interlocutores, ele adorava a ideia e trabalhava nesse sentido. A contratação do marqueteiro “Markinhos Show” — leia aqui sobre ele na Crusoé — seria justamente para prepará-lo politicamente.

“Markinhos não era marqueteiro do ministro da Saúde, era marqueteiro pessoal, era marqueteiro da pessoa do Pazuello”, disse uma fonte da pasta, pedindo reserva.

Havia algumas opções colocadas à mesa. Uma delas era tentar o governo de Roraima, estado onde coordenou a Operação Acolhida, que atende a refugiados da Venezuela, e chegou a ser secretário de Fazenda por dois meses. Pazuello, porém, percebeu que a disputa pelo governo local tende a ser polarizada entre o atual governador, Antonio Denarium, e a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita.

Entre as outras possibilidades, incluindo o Rio de Janeiro, sua cidade natal, a que mais fazia brilhar os olhos de Pazuello era o Amazonas, onde ele tem família. O entorno do então ministro sugeria que o militar tentasse o Senado — em 2022, será apenas uma vaga, e não duas, por estado — ou mesmo o governo. O “especialista em logística” que confundiu Amazonas com Amapá, no entanto, foi só se enfraquecendo como figura pública, até ser chutado da Esplanada.

Agora, resta a Pazuello se defender na CPI da Covid, que começará para valer na semana que vem no Senado. “Markinhos Show”, aliás, terá muito trabalho.

Leia mais: Pois é, nada mudou da esquerda para a direita.
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