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Ataques de Bolsonaro à imprensa aumentaram 74% no primeiro semestre, diz ONG

Relatório da Repórteres Sem Fronteira mostra que, entre janeiro e junho deste ano, o presidente atacou a imprensa 87 vezes
Ataques de Bolsonaro à imprensa aumentaram 74% no primeiro semestre, diz ONG
Reprodução/TV Brasil/YouTube

Relatório da organização Repórteres Sem Fronteira, divulgado hoje, mostra que o número de ataques de Jair Bolsonaro à imprensa saltou 74% no primeiro semestre de 2021, em relação ao segundo semestre de 2020. O período coincide com a abertura da CPI da Covid, a explosão de óbitos na pandemia e a queda na popularidade do presidente.

“Entre janeiro e junho deste ano, Jair Bolsonaro atacou a imprensa 87 vezes, o que o torna o principal predador de um sistema onde seus filhos também têm lugar. No mesmo período, Carlos Bolsonaro, vereador da cidade do Rio de Janeiro, foi autor de 83 ataques à imprensa (um aumento de 84,4% em relação ao segundo semestre de 2020), enquanto Eduardo Bolsonaro, deputado federal, atacou a mídia nacional 85 vezes – total elevado, embora apresente queda de 41,37% em relação ao final do ano de 2020, quando havia cometido 145 ataques”, diz a ONG.

INFOGRÁFICO 1: Total dos ataques em S1/2021 vs S2/2020

INFOGRÁFICO 2: O pódio dos principais agressores

INFOGRÁFICO 3: A classificação geral dos agressores

A ONG fez ainda um ranking de agressores, com Bolsonaro no topo, seguido dos filhotes e de seus ministros mais fiéis, como Onyx Lorenzoni, Damares Alves e Augusto Heleno. Depois, aparecem Ricardo Salles, que deixou o Ministério do Meio Ambiente após virar alvo de inquérito da Polícia Federal; André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal, e o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Até o vice-presidente Hamilton Mourão entrou na lista.
“Ao todo, a equipe da RSF identificou que o ‘sistema Bolsonaro’ foi responsável por 331 ataques à imprensa no Brasil, um aumento de 5,41% em relação ao segundo semestre de 2020″, afirma a entidade.

A RSF conclui:

“Se os números são graves, a natureza dos ataques é ainda mais preocupante. Enquanto a crise sanitária continua a devastar o país (mais de 550 mil vítimas em 26 de julho), devido sobretudo à gestão desastrosa do governo federal, os ataques do presidente e seus apoiadores contra jornalistas se intensificaram e diversificaram, atingindo às vezes um nível inimaginável de vulgaridade e violência.”

 

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