Atentado à liberdade de imprensa

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Tem algo grave acontecendo na 14ª Vara Federal em Curitiba.

Depois de mandar para a cadeia um grupo de jovens simpatizantes do Estado Islâmico, o juiz Marcos Josegrei resolveu transformar em réu um jornalista que ajudou a denunciar o esquema.

Felipe Oliveira, que se infiltrou nos grupos de discussão e depois publicou reportagens no Fantástico e na Folha de S. Paulo, agora é acusado de terrorismo pelo procurador Rafael Brum.

Na denúncia obtida por O Antagonista, Brum diz que o jornalista “ultrapassou o limite do tolerável e promoveu a organização terrorista Estado Islâmico”.

Seria cômico se não fosse trágico.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) divulgou nota em que apela ao juiz Josegrei para que declare Felipe inocente. “A atividade jornalística de Oliveira não deve ser confundida com crime”.

Em sua defesa, Felipe mostra que informou sobre seus contatos aos veículos, à PF e ainda colaborou com as investigações da Operação Hashtag.

“Qual seria o limite tolerável para não restar caracterizado o crime disposto no art.3º da Lei 13.260/16?”, questionam os advogados Beno Brandão e Gabriela Campos.

“A denúncia criminal, esta sim configura um atentado à imprensa. Poucas vezes se viu situação tão clara de arbitrariedade com a imprensa.”

 

Comentários

  • Corvo -

    Chupa anta"gonista". Você que comemorou as arbitrariedades e as acusações toscas contra os outros réus, vai ter que mamar essa outra aí contra seu colega.

  • Tereza -

    Claro que e piada, ne? Tem que ver primeiro o que ele escreveu e se o juiz achou que e incentivo ao terrirsmo que assim proceda mas se ele apenas denunciou e mostrou materias relacionadas ao grupo, entao ele nao pode ser indiciado, por aquilo que ele denunciou. Resta saber se o grupo foi indiciado e processado porque senao foi, nao tem nenhum cabimento o processo contra o jornalista

  • romulo -

    Isto acontece porque estas pessoas estão fora do alcance da Justiça! Trabalham em prol da manutenção do mecanismo. É necessário um órgão desvinculado das instituições com poder de investigação e boas punições ao Judiciário. Perder o cargo!

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