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Ato no Congresso, live e manifestações: a estratégia bolsonarista pelo voto impresso

Ato no Congresso, live e manifestações: a estratégia bolsonarista pelo voto impresso
Foto: Antonio Augusto/ASCOM/TSE

Na semana passada, os bolsonaristas da Câmara apresentaram um manifesto pedindo celeridade na tramitação da chamada PEC do voto impresso. A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em dezembro de 2019 e, desde então, aguarda instalação de comissão especial.

O tema foi uma das principais reinvindicações das manifestações em apoio a Jair Bolsonaro no último sábado. O voto impresso virou prioridade bolsonarista depois que o grupo perdeu a bandeira do combate à corrupção e do liberalismo econômico — ambas enterradas pelo proprio presidente.

O argumento dos bolsonaristas é de que somente o voto impresso poderá evitar possíveis fraudes eleitorais em 2022. Em uma live na quinta-feira da semana passada, dia seguinte à divulgação do tal manifesto sobre o tema no Congresso, Bolsonaro disse:

“Tive contato com a liderança da Câmara, do Senado, para ver se nós aprovamos até setembro um voto auditável pela ocasião das eleições do ano que vem. O que é o voto auditável? Você vota, o voto é impresso em um papel, você concorda e aperta um botão e aquele papel, que não passa pela tua mão, cai dentro da urna.”

Apesar do alarde, a PEC em questão não consta da lista de prioridades enviadas por Bolsonaro ao Congresso. Para valer nas eleições do ano que vem, a proposta teria de ser promulgada até outubro próximo. Antes disso, se aprovado na Câmara, o texto ainda precisaria tramitar no Senado.

A oposição suspeita que Bolsonaro e seus apoiadores poderão usar a defesa do voto impresso para questionar eventual derrota do presidente em 2022, repetindo o que ocorreu recentemente nos Estados Unidos, quando o Capitólio chegou a ser invadido por eleitores de Donald Trump, vencido por Joe Biden nas urnas.

O problema da tese bolsonarista é que Bolsonaro foi eleito pelo mesmo voto eletrônico que Lula.

Leia mais: Crusoé expõe o que está na mesa de negociações pela sucessão na Câmara e no Senado, entre elas a liberação bilionária de emendas, oferta de ministérios, promessas de implosão da Lava Jato, entre outras
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