“Atrasos em sequência” levaram ao rebaixamento do Brasil, diz diretora da S&P

Lisa Schineller, diretora executiva da Standard & Poor’s, detalhou ao Estadão o motivo do rebaixamento da nota de crédito do Brasil para BB-.

“O motivo do rebaixamento do Brasil não foi apenas a questão que envolve a reforma da Previdência, que é um símbolo, mas a noção de atrasos em sequência que refletiram um amplo padrão de lentidão e de desafios em aprovar matérias difíceis da legislação fiscal, o que requer amplo apoio político.

Havia um padrão com sinais sem direção única. Ocorreu uma mudança (estrutural) das condições fiscais, pois o Brasil saiu de um período de baixos déficits do Orçamento e superávit primário registrados há anos para uma fase de grandes déficits primários e do Orçamento.

E o País ainda não tem condições de registrar progressos para atacar temas fiscais. Na nossa visão, essa realidade não deve mudar rapidamente, mesmo após a eleição de 2018.”

Deixe seu comentário

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem;
Tempo de publicação: 4 minutos

200

    1. Fácil, fácil. Parem de contratar. Quando vc estiver com o carro capotado e as tripas pra fora, liga pro capeta, pq não haverá mais o socorrista do SAMU pra te atender.

Ler mais 21 comentários
    1. Fácil, fácil. Parem de contratar. Quando vc estiver com o carro capotado e as tripas pra fora, liga pro capeta, pq não haverá mais o socorrista do SAMU pra te atender.

  1. Essa dona também é professora universitária.. O documentário Trabalho Interno (2010) aborda o conflito de interesses quando professores conceituados de Universidades como Harvard e Columbia atuam como consultores de instituições financeiras. Conclusão: não só educam os futuros economistas com conceitos duvidosos como também PRESTAM CONSULTORIAS FRAUDULENTAS em nome de gordas remunerações, e, por essa razão, essas agências tiveram envolvimento direto a crise econômica de 2008.

  2. Praticamente todos os países do mundo civilizado tem idade mínima para previdência. Equador, sem idade mínima uma, exige 40 anos de contribuição para homens e mulheres. Duas frentes….reformas a qualquer tempo. Ainda mais tocando em privilégios de altos servidores e até políticos, e estática. Além de outras listas em andamento…fim do foro. Fim dos privilégios. Tudo e necessário.

  3. Chama a atenção que as “cagadas em sequência” do governo Dilma foram tratadas com tolerância “elástica” pela agência, mesmo com um “amplo padrão” de medidas contra o mercado.

  4. Por que o governo não cumpre sua promessa e acaba com todos os cargos comissionados e funções gratificadas que sugam o parco orçamento de estatais como Embrapa (maior despesa direta do Tesouro), Serpro, Conab; Petrobras, Eletrobras, etc ?

  5. Por que a doidivana não explica pra gente por que a sua agência falida classificava como A o Lehman Brotherd, pivô do crash dos subprimes americanos de 2008?
    Será porque o Estadão não pergunta, só repete script encomendado?

    1. O capitão, ou “capo”, é lula, que governou o país durante 13 anos (dois mandatos e depois através do seu poste, a governAnta) – o navio afundou, e a culpa é do imediato? Você rumina ou é só amestrado?

  6. Todos sabem, até aqueles que praguejam contra, o Brasil só volta a crescer com um presidente eleito pelo povo(Lula), esse golpe do veio a escancarar que fez e faz os grandes saqueadores peemedebistas que jamais ganharam uma eleição presidencial.

  7. Será que o Brasil precisa mesmo de “nova legislação fiscal”? Eu penso que não, a que já existe é suficiente. O q é necessário é um governo honesto, ético, interessado no progresso da nação e no bem do seu povo. Legislação já existe e é suficiente. O q falta mesmo é honestidade no executivo e no judiciário. O executivo para observar as leis, o judiciario para fazer cumpri-las. Quanto ao legislativo, das camaras municipais ao senado federal, se assemelha mais a uma escola de corrupção que tem se primado na excelência da educação dos seus alunos.

    1. Acho até que tem de diminuir leis e regras, reduzindo impostos inclusive.
      Ninguém fala na redução das mordomias, das verbas, dos ministérios, dos ccs …
      Nem as agências !

  8. Ao contrário da maior parte das famílias e empresas, que caiu na real e fez ajustes duros para enfrentar a crise, o governo brasileiro continua à espera de um milagre. Se tivesse sido aprovada uma reforma profunda da Previdência no ano passado, o governo talvez contasse no momento com alguma folga para respirar.
    .
    “Todo mundo fez vista grossa para essa questão e, agora, ela ficou grande demais. A situação exige medidas ousadas”, afirma o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas. Na sua avaliação, o melhor caminho seria atacar o rombo na previdência dos funcionários públicos (77 bi em 2016).
    .
    Evidentemente, seria necessário um aumento considerável na contribuição dos servidores, algo improbabilíssimo. Ou seja: é melhor mesmo rezar pela aprovação da reforma da Previdência.