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Auditor diz que elaborou relatório sem menção ao Tribunal de Contas da União

Alexandre Marques afirmou à CPI que a versão compartilhada com outros servidores do TCU em 31 de maio não citava a Corte de Contas
Auditor diz que elaborou relatório sem menção ao Tribunal de Contas da União
Reprodução/Tv Senado

O auditor Alexandre Marques afirmou há pouco à CPI da Covid que não incluiu a expressão “Tribunal de Contas da União” no documento divulgado por Jair Bolsonaro, que apontava supernotificação de casos de Covid.

Ele disse que a versão compartilhada com outros servidores do TCU, por meio do Microsoft Teams, em 31 de maio, não tinha qualquer menção à Corte no cabeçalho. Marques declarou que repassou esse texto aos colegas, em formato Word, às 14h58.

Em 6 de junho, Alexandre Marques disse que compartilhou o mesmo texto, em formato Word, com seu pai o coronel reformado e amigo do presidente Jair Bolsonaro Ricardo Marques.

Segundo o auditor Alexandre Marques, o seu pai foi o responsável por compartilhar o arquivo com o presidente da República.

Um dia depois, Jair Bolsonaro divulgou o levantamento a seus apoiadores, já em formato PDF, e disse que o TCU concluiu que houve uma suposta “supernotificação de óbitos”. O auditor não explicou quem foi o responsável por converter o texto do formato Word para o formato PDF.

“O arquivo que recebi em PDF comparando com o arquivo em Word [compartilhado no Microsoft Teams], o texto não houve alteração [no conteúdo]. Houve apenas essa inclusão da expressão Tribunal de Contas da União”, disse Marques, em relação ao documento divulgado pelo presidente da República em 7 de junho.

“Peguei dados oficiais de óbitos no Portal da Transparência do Registro Civil, um site mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais e desenvolvido para disponibilizar ao cidadão informações e dados estatísticos sobre nascimentos, casamentos e óbitos em conformidade com o Provimento nº 46 do Conselho Nacional de Justiça. Ao contrário do que foi divulgado na imprensa, apresentei essa compilação de informações à equipe de auditoria na segunda-feira, dia 31 de maio, às 14h58, em um arquivo de formato Word, dentro da área de postagens da equipe no Microsoft Teams”, explicou o relator sobre a elaboração do relatório.

“Desde muito jovem, sempre conversei com meu pai sobre diversos assuntos, pois sempre tivemos uma relação franca e aberta, e ele é meu amigo e confidente. No domingo, depois de trabalhar no arquivo Word, encaminhei-o ao meu pai via Whatsapp. Assim que ele viu essa compilação de informações, perguntou-me qual era a fonte, e eu respondi que era eu, pois eu tinha compilado essas informações da internet. E, logo em seguida, mudamos de assunto, fomos conversar sobre outras coisas. Em nenhum momento, passou pela minha cabeça que ele compartilharia o arquivo com quem quer que fosse”, complementou, sobre o repasse do arquivo a Jair Bolsonaro.

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