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Auxílio emergencial foi pago a mais gente do que deveria, diz Pastore

Em audiência na Câmara, conselheiro econômico de Moro criticou Arthur Lira e chamou PEC dos Precatórios de 'clientelismo político de péssima qualidade'
Auxílio emergencial foi pago a mais gente do que deveria, diz Pastore
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Primeiro nome apresentado por Sergio Moro como auxiliar para a economia, Affonso Celso Pastore (foto) afirmou nesta quinta-feira (18) que o auxílio emergencial de R$ 600 foi pago a muito mais gente do que deveria e foi um dos principais erros do governo Jair Bolsonaro na área fiscal, registra a Folha.

Em audiência pública na Câmara, da qual participou virtualmente, o ex-presidente do BC também afirmou ter restrições ao teto de gastos, fez críticas a Arthur Lira e chamou a tentativa de usar parte da folga orçamentária com a aprovação da PEC dos Precatórios de “clientelismo político de péssima qualidade”.

“Em um país que é avaliado por um economista que é o criador do Bolsa Família, chamado Ricardo Paes de Barros, que estima a pobreza absoluta no país, olhando por cima, em algo como 25 milhões de habitantes, [foram dados] R$ 600 para 66 milhões de pessoas. Quer dizer, tinha gente que não tinha que receber”, afirmou o economista.

Em seguida, Pastore criticou diretamente o presidente da Câmara: “Do mesmo jeito [gasto desnecessário] que está sendo feita agora, tem emenda de relator que está mandando dinheiro para deputado cujo pai é prefeito de Alagoas [o pai de Arthur Lira, o ex-senador Benedito de Lira, é prefeito de Barra de São Miguel]”.

O conselheiro de Moro disse ainda não considerar o teto de gastos “o melhor regime que o país podia ter. Ele não tem que ter uma rigidez dessa natureza, ele tem que ter obediência a critérios de como gastar, como retorno etc.”.

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