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Lei de Migração: outros erros e tolices também foram debatidos por anos

Em 9 de abril, Aloysio Nunes reagiu às críticas à nova Lei de Migração afirmando que “a extrema direita brasileira encontrou um ponto comum com sua heroína Marine Le Pen: ódio aos imigrantes”.

Na terça-feira, 2 de maio, manifestantes contrários à lei foram vítimas de um ataque com bomba na Av. Paulista, flagrado pela câmera de um deles e divulgado depois nas redes sociais. Quatro pessoas foram detidas, entre elas o refugiado sírio Nour Alsayyd e o empresário palestino Hasan Zarif, dono de um bar no Bixiga.

Na quarta-feira, 3, eles foram liberados após uma audiência de custódia, mas não poderão deixar a cidade de São Paulo por mais de 15 dias sem autorização e foram impedidos de participar de manifestações relacionadas à nova Lei de Migração.

Na sexta-feira, 5, ao comentar o protesto, o ministro das Relações Exteriores continuou acusando de extremistas as vítimas do ataque: “Acho que foi uma meia dúzia de gatos pingados, de radicais de extrema direita que não terá maior repercussão”.

No mesmo dia, o Estadão publicou um editorial crítico à nova lei, legitimando em boa parte as preocupações dos manifestantes; e O Antagonista repercutiu um trecho, apontando como espantosa a extrema leniência de Aloysio Nunes e companhia.

Neste sábado, 6, o ministro publicou uma nota sobre o editorial do Estadão, enviada também a este site, na qual há trechos assim:

“O tema é de fato complexo e por isso foi discutido longa e detalhadamente. Antes mesmo de meu projeto de lei ser apresentado, em 2013, por anos houve debates entre técnicos do governo e especialistas.”

“Todos esses aspectos foram debatidos ao longo de anos.”

“Cada um dos artigos da nova lei foi produto de um extenso debate envolvendo áreas da polícia federal, do gabinete de segurança institucional, dos ministérios da justiça, relações exteriores e do trabalho e emprego.”

Outros erros e tolices foram debatidos ao longo de anos e não deixaram de ser erros e tolices. Aliás, pioraram.

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