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"Vamos recontar 150 milhões de votos manualmente?", diz Barroso, sobre voto impresso

Em debate na Câmara, presidente do TSE disse que adoção do modelo facilitaria a quebra do sigilo e facilitaria fraudes na recontagem
“Vamos recontar 150 milhões de votos manualmente?”, diz Barroso, sobre voto impresso
Reprodução/TV Câmara/YouTube

No debate na Câmara sobre o voto impresso, Luís Roberto Barroso afirmou que, no Brasil, a implantação do sistema poderia estimular a compra de votos e facilitar fraudes na recontagem.

O voto impresso imprime a composição do voto, em quem o eleitor votou para presidente, senador, deputado federal e estadual. No momento em que você pede a recontagem, você tem como saber a composição do voto se tiver voto impresso. De modo quem quem comprou pode ir lá verificar se foi entregue a mercadoria. E pode até combinar com o eleitor: ‘Você vai anular o voto de deputado estadual votando esse número aqui’. E aí na recontagem, você verifica se o sujeito que vendeu o voto de fato entregou a mercadoria. Portanto, você quebra o sigilo do voto é gravíssimo“, afirmou.

Depois, disse que fraudes podem ocorrer na recontagem.

“Você vai ter que transportar 150 milhões de votos, armazenar 150 milhões de votos. E eu me pergunto o seguinte: se o próximo presidente derrotado à Presidência, seja quem for, pedir para recontar, nós vamos recontar 150 milhões de votos manualmente? É essa a alternativa de modernidade? Portanto, nós estamos criando um problema para resolver um problema que não existe.”

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