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BH chegou a 'um ponto vermelho, crítico', diz coordenador de UTI

BH chegou a um ponto vermelho, crítico, diz coordenador de UTI
Foto: Divulgação/Sinmed-MG

O médico intensivista Maurício Góes, integrante do grupo colaborativo de coordenadores de UTIs de Belo Horizonte, disse que a capital mineira chegou a ‘um ponto vermelho, crítico’.

“A ocupação em uma semana subiu de uma forma que nunca ocorreu antes”, disse Góes na noite desta quarta (10) em entrevista a O Antagonista.

Os números do grupo do qual Góes faz parte mostram um aumento de 122 novos pacientes em leitos de terapia intensiva na semana entre 3 e 10 de março.

A ocupação de leitos de UTI atingiu 94% no SUS e 87% na rede privada.

“Há duas semanas, essa ocupação era de 73% no SUS e 59% na rede privada”, disse Góes. “E isso contando com a abertura de novos leitos”.

A ocorrência de um colapso, diz o médico, vai depender da capacidade do governo estadual, da prefeitura e dos hospitais particulares de criarem novos leitos.

Góes rebateu a ideia de que o fechamento de comércios não funciona no combate à pandemia. Ele ressaltou que o mais recente fechamento decretado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) só entrou em vigor na tarde do último sábado (6).

“O que está acontecendo agora é reflexo de 14 dias atrás”, disse Góes. Entre os fatores que podem ter contribuído para o aumento de internações, estão o Carnaval, festas clandestinas, a desmobilização da população em relação à prevenção e a circulação da nova variante do vírus.

Góes reiterou os cuidados para prevenir a doença: só sair de casa quando for essencial, praticar distanciamento social, usar a máscara e lavar as mãos. E, quando chegar a sua vez, “não ter medo de se vacinar”.

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