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Em mais um delírio, bolsonaristas apresentam pedido de prisão dos 11 ministros do STF

Ex-promotores aposentados alegam, sem embasamento jurídico, que o Supremo é uma organização criminosa e que seus integrantes cometeram os crimes de genocídio e tortura
Em mais um delírio, bolsonaristas apresentam pedido de prisão dos 11 ministros do STF
Foto : Nelson Jr./SCO/STF

Dois promotores de Justiça bolsonaristas aposentados enviaram ao presidente nesta quinta-feira (9) um pedido de “prisão em flagrante” dos 11 ministros do STF.

Segundo o texto, os integrantes do Supremo cometeram “os crimes de genocídio (Lei 2.889/564), tortura (Lei 9455/975) praticados pela organização criminosa promovida, constituída e integrada por todos os representados (Lei 12.850/2013 6)”.

Ontem, em uma realidade paralela, caminhoneiros a derrubada do STF e a instauração de estado de sítio.

No pedido enviado ao presidente, os bolsonaristas alegam que os ministros determinam e confirmam prisões inconstitucionais e ilegais, com o uso indevido de algemas, vedadas pelos próprios representados, que nada fazem, já que vêm interferindo na governança federal, a pretexto do tal ‘ativismo judicial'”.

Em referência a cloroquina e ivermectina, os promotores aposentados ainda alegam que os ministros impediram o fornecimento de medicamentos enviados pelo Poder Executivo Federal, para a cura do coronavírus, e com isso, ocasionaram sérios efeitos psicossomáticos na população, como ansiedade, pânico, suicídios e mortes por problemas cardíacos”.

“Assim, Vossa Excelência está autorizado pelo povo brasileiro e tem o poder/dever de destituir todos os Ministros do STF e prendê-los em flagrante”, escrevem os bolsonaristas.

Segundo eles, é “urgentíssimo” determinar:

“1) IMEDIATAMENTE, O RECOLHIMENTO DOS PASSAPORTES
DE TODOS OS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL e que a POLÍCIA FEDERAL adotem todas as
providência para que eles não saiam do País;
2) A DESTITUIÇÃO DE TODOS OS MINISTROS DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL;
3) A PRISÃO DE TODOS ELES;
4) A adoção das medidas legais cabíveis para que sejam julgados.”

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