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Bolsonaristas tentam ressuscitar offshores de Meirelles para limpar barra de Guedes

A diferença entre os dois casos é que o ex-ministro da Fazenda apresentou a declaração de IR para comprovar a legalidade da empresa
Bolsonaristas tentam ressuscitar offshores de Meirelles para limpar barra de Guedes
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em meio à polêmica envolvendo o caso Pandora Papers, bolsonaristas tentam ressuscitar o caso das offshores de Henrique Meirelles no Caribe para tentar aliviar a barra de Paulo Guedes. As revelações sobre as empresas do ex-ministro da Fazenda vieram à tona após o vazamento de documentos em 2017, conhecido como Paradise Papers.

Na ocasião, Meirelles, que integrava o governo Michel Temer, disse que criou um fundo no paraíso fiscal para gerir parte de sua herança. Ele ainda afirmou que a aplicação dos recursos foi declarada à Receita Federal e ao próprio BC.

Quando o caso foi revelado, Meirelles fez questão de apresentar aos jornalistas uma cópia da declaração de Imposto de Renda. Até o momento, Guedes não se pronunciou sobre o caso ou apresentou sua declaração de IR.

Uma das offshores de Meirelles foi registrada como “The Sabedoria Trust”. A documentação da empresa diz que ela foi estabelecida “a pedido de Henrique de Campos Meirelles, especificamente para propósitos de caridade”. 

“O objetivo é que, na eventualidade da morte [do ministro] os administradores do trust renunciarão aos seus direitos e apontarão novos beneficiários, cujos nomes estão indicados no testamento datado de 9 de dezembro de 2002”, diz um trecho do documento obtido pelo Poder 360 à época.

O dispositivo sugere que a offshore de Meirelles foi criada para fins de sucessão, ou seja, para facilitar e garantir a transmissão de uma herança após a morte do proprietário. No caso de Guedes, o patrimônio dele cresceu com a valorização do dólar frente ao real.

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