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Bolsonaro deve fazer novas trocas na articulação política

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Com a recente derrubada de um decreto que alterava as regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação e o sinal verde para um Fundeb com custo “pesado” para a União, a gestão de Jair Bolsonaro acumula derrotas no Congresso. Os fiascos em série, na avaliação de aliados do presidente da República, são resultado de falhas na articulação política, informa Ana Viriato na Crusoé.

De olho em pautas que ganharão os corredores do Congresso nos próximos meses, o presidente foi aconselhado a trocar o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. Apesar de ter o prestígio de Bolsonaro, o parlamentar é inexperiente e peca em negociações, segundo deputados ligados ao Planalto.

Para efetivar a troca, o presidente ainda procura um cargo de destaque no qual possa alocar o aliado de primeira hora. A aposta é que, no lugar de Vitor Hugo, entre Ricardo Barros, do Progressistas, vice-líder do governo no Congresso — o nome, contudo, não é consenso no partido dele, um dos principais do Centrão.

Uma dança das cadeiras também deve acontecer nas vice-lideranças do governo. Na Câmara, por exemplo, dos 14 integrantes do grupo, sete são deputados de primeiro mandato do PSL. Uma das propostas de aliados da Presidência é reduzir o contingente e abrir espaço para novos partidos e parlamentares com maior bagagem, ampliando, assim, a base de Bolsonaro.

A articulação deve ser pauta de uma reunião entre o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e parlamentares, prevista para hoje. O encontro vai ocorrer à tarde no Palácio do Planalto.

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