Bolsonaro diz que assessor de campanha participou do plano para assassiná-lo

Jair Bolsonaro, em entrevista à Veja, disse que “houve uma conspiração” para assassiná-lo, envolvendo um de seus assessores diretos, que teria participado do atentado de Adélio Bispo:

“O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses. Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice. O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Depois disso, eu passei a valer alguns milhões deitado.”

Aparentemente, Jair Bolsonaro refere-se a Gustavo Bebianno — que respondeu, em entrevista à Jovem Pan, nesta sexta-feira.

Em novembro, em uma entrevista a Claudio Dantas, de O Antagonista, Bolsonaro já havia falado sobre a possibilidade de que uma pessoa “próxima” tivesse alguma participação no atentado cometido por Adélio.

“Eu não posso fabricar um mandante. Forçar a barra, como outros fazem, como o pessoal da esquerda geralmente faz. O processo não foi fechado ainda. Existe uma linha de investigação, quem é que poderia ter pago o Adélio para cumprir essa missão. Tivemos um fato nebuloso que o nome do Adélio apareceu na Câmara no dia do atentado. Isso também está sendo investigado. Tem uma linha de investigação de possivelmente alguém próximo de mim”, disse, na ocasião.

Comentários

  • Zelajedo -

    Só um assessor? Ao que me consta, todos em sua volta, especialmente no dia da encenação, participaram maciçamente do eficiente "espetáculo".

  • Zenetto -

    O próprio BOLSONARO sabe quem estar por trás disso.o senador no dia da facada gritou elegeram o presidente do Brasil.

  • Zenetto -

    Isso é um arranjo dos próprios filhos dele. O Adélio é amigo dos três e treinavam tiros no ponto do 38 em Santa Catarina. E Mais o camelô que matou um delegado e um investigador no rio.

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