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Bolsonaro diz que calote não é calote

O presidente da República repetiu que, se essas despesas forem quitadas à vista, não sobrará dinheiro no orçamento de 2022
Bolsonaro diz que calote não é calote
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Jair Bolsonaro (foto) afirmou hoje, em evento no Palácio do Planalto, que a PEC dos Precatórios não é a “PEC do Calote”, como tem sido chamada.

Não é PEC do calote, querida imprensa brasileira. Ninguém quer dar calote em ninguém. Dívidas de mais de 20 anos acumuladas, de repente uma decisão judicial falou: ‘Ô, Bolsonaro, paga esse trem aí’. Sem falar no teto.”

Ao defender a proposta, que adia a quitação de sentenças judiciais e cria uma gambiarra fiscal para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400, o presidente também disse que “precatórios viraram uma indústria”.

“Precatórios viraram uma indústria. Então, o cara tem um precatório, por exemplo, de R$ 10 milhões. O que ele faz muitas vezes? Vende por R$ 1 milhão. Agora, esse cara que comprou, com um montão de gente na mesma situação, é que faz o lobby para a gente pagar de uma vez só. Agora, é fácil ganhar da União, né? É fácil.”

Bolsonaro ainda afirmou que, se essas despesas forem pagas à vista, não sobrará dinheiro no orçamento de 2022. O presidente ainda culpou seus antecessores pelo problema.

“FHC não pagou, Lula não pagou, Dilma não pagou. Daí, o Supremo decidiu que eu tinha que pagar tudo de uma vez só.”

Como mostramos, a PEC foi aprovada em segundo turno na Câmara na última terça (9) e enviada ao Senado. A proposta abre um espaço fiscal de R$ 91,6 bilhões no orçamento, de acordo com o Ministério da Economia. Desse total, R$ 47 bilhões decorrem da gambiarra no teto de gastos e os R$ 44,6 bilhões restantes, do adiamento no pagamento dos precatórios.

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