Bolsonaro diz que 'errou' sobre TCU, mas defende que há supernotificação de mortes

O presidente tentou convencer de que sua mentira sobre as vítimas de Covid foi, na verdade, um "equívoco"
Bolsonaro diz que errou sobre TCU, mas defende que há supernotificação de mortes
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta terça-feira (8) que “errou” ao dizer ontem que um relatório do TCU apontava que 50% das vítimas de Covid no Brasil em 2020 morreram por outras causas. A informação foi desmentida horas depois pelo tribunal.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse hoje que a tabela em que se baseou para fazer a afirmação foi produzida pelo próprio governo com base em um documento do TCU.

O presidente tentou convencer que sua mentira foi apenas um erro de terminologia, porque, segundo ele, não se tratava de uma “tabela” do tribunal, mas sim de um acórdão.

O presidente, no entanto, manteve o discurso de que houve supernotificação de mortes por Covid no Brasil.

O TCU está certo. Eu errei quando falei ‘tabela’. O certo é ‘acórdão’A tabela quem fez fui eu, não foi o TCU. Então, o TCU acertou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que eu fui desmentido. Mas, não tem problema.”

Bolsonaro afirmou que há um indício enorme de que governadores inflacionaram o número de mortes para obter mais recursos. Segundo ele, o TCU previu que isso poderia acontecer.

“Se vocês olharem a tabela de mortes de 2015 para cá, ano após ano sobe o númeo de mortes. Se você tirar o número de mortes por Covid no ano passado, mais ou menos 200 mil, não teríamos um crescimento do número de mortes de 2019 para 2020. Seria um crescimento negativo. Isso leva ao indício enorme, apontado por acórdão do TCU, da prática indesejável para governadores conseguirem mais recursos.”

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