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Bolsonaro e Lula ainda sem palanques garantidos em Minas

Romeu Zema (Novo) e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), são, por enquanto, os principais nomes para a disputa pelo governo local em 2022
Bolsonaro e Lula ainda sem palanques garantidos em Minas
Arte: Joelto Mata

O Antagonista começará a desenhar, a partir de hoje, o esboço dos palanques regionais para 2022 nos principais colégios eleitorais do país.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema, do Novo, vai em busca da reeleição e está com uma boa popularidade. Depois de anunciar voto em Jair Bolsonaro no segundo turno em 2018, Zema tem garantido que não abrirá espaço em seu palanque para o atual presidente da República no ano que vem.

Entretanto, lideranças de partidos do Centrão, hoje base de apoio do governo Bolsonaro, costuram alianças para caminhar com Zema.

Fato é que Bolsonaro ainda não tem palanque garantido em Minas. Há a chance de o senador Carlos Viana, hoje no PSD, que está no meio do mandato, concorrer ao governo por outro partido. Vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, Viana poderia optar por uma legenda da base de apoio do governo e servir de trampolim para o presidente no estado. Mas o Podemos, de Alvaro Dias e que ainda não descarta completamente uma candidatura presidencial de Sergio Moro, também quer Viana.

Lula, igualmente, não tem palanque em Minas até aqui. O PT não tem mais força no estado, depois da desastrosa gestão de Fernando Pimentel e do fracasso de Dilma Rousseff, candidata derrotada ao Senado em 2018.

O ex-presidiário sonha em subir no palanque do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que disputará o governo com Zema. Mas Kalil, que apoiou Ciro Gomes (PDT) em 2018, deve abraçar o projeto da candidatura presidencial de Rodrigo Pacheco, o presidente do Senado mineiro que provavelmente trocará o DEM pelo PSD para concorrer ao Planalto.

Se não puder contar com Kalil, Lula inventará uma candidatura própria em Minas, talvez insistindo no nome do deputado federal petista Reginaldo Lopes, que já foi candidato à prefeitura de Belo Horizonte em 2016.

A depender de outras costuras nacionais na esquerda, o PT também poderia se unir ao PSOL, que tem como potencial candidata ao governo a deputada federal Áurea Carolina, ou mesmo apostar na trans Duda Salabert (PDT), a vereadora mais votada da história da capital mineira.

O PSDB, de Aécio Neves, ainda está zonzo: ou apoiará a reeleição de Zema ou tentará tirar da cartola alguma candidatura própria, com poucas chances.

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