Bolsonaro envia Ernesto e comitiva a Israel atrás de spray 'milagroso' contra Covid

Bolsonaro envia Ernesto e comitiva a Israel atrás de spray milagroso contra Covid
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Incompetente para coordenar um plano nacional de vacinação e insistindo no uso da cloroquina contra a Covid-19, Jair Bolsonaro disse nesta terça (2) que uma comitiva de dez pessoas, chefiada por Ernesto Araújo, embarca para Israel no sábado (6) em busca de um spray que ele afirma não saber o que é e que “parece um produto milagroso”.

A droga, o spray nasal EXO-CD24, ​está sendo testada com apenas 30 voluntários e, por enquanto, não tem nem resultados da fase 1 publicados em artigo científico.

“Todas as tratativas foram feitas. Acordos, memorandos. A gente vai, o pessoal nosso que vai sendo chefiado pelo ministro Ernesto Araújo (…) vai ter encontro com Binyamin Netanyahu​, que é o primeiro-ministro, vai no hospital, vai no laboratório”, disse o presidente a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O que está funcionando em Israel é a vacinação maciça —no caso, com a vacina da Pfizer, cuja oferta o governo brasileiro ignorou meses atrás.

Com recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas (1.726 hoje), a maior média móvel de óbitos pelo quarto dia consecutivo (1.274) e a iminência de colapso na saúde em vários estados, Bolsonaro continua priorizando a busca do “remedinho milagroso” —seja cloroquina, ivermectina ou o spray que mal foi testado.

Não há dúvida: a imbecilidade do presidente brasileiro é uma força da natureza.

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