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Bolsonaro sentiu

Pela primeira vez ao longo do mês de julho, o presidente da República evitou novos embates com o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso
Bolsonaro sentiu
Foto: Alan Santos/PR

Após um mês de intenso lobby pela aprovação da PEC do Voto impresso, que culminou em live para defender a lorota de fraudes nas eleições de 2014 e 2018, Jair Bolsonaro baixou a bola e hoje, em suas manifestações públicas, evitou novas polêmicas sobre o assunto.

Em entrevista à rádio 89 FM, de São Paulo, Bolsonaro ignorou a PEC do Voto Impresso. E, em conversa com apoiadores há pouco, o presidente fez apenas uma rápida menção ao tema, que durou exatos 37 segundos. Dessa vez, sem ataques ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, sem xingamentos ou falsas acusações.

“Alguém assistiu a live ontem aí?”, perguntou o presidente a seus apoiadores.

Após receber alguns elogios de eleitores no cercadinho, ele declarou:

“Por que a reação a um sistema e para se ter um sistema confiável de apurar votos? Por que a reação? Estão defendendo não ter o voto auditável como se fosse a própria vida? Será que não é?”, disse Bolsonaro.

Depois, ele concluiu:

“A primeira geração [de urnas eletrônicas] só tem no Brasil. Tem alguns países que tem o voto eletrônico, mas urnas de segunda e terceira geração.”

O tom dessas declarações foi totalmente diferente das últimas manifestações do presidente da República. Ao longo do mês de julho, Bolsonaro insinuou, em entrevistas para rádios do interior e no cercadinho, que Barroso era “lulista” e chamou o presidente do TSE de “idiota”, “imbecil”“antidemocrático”.

Após prometer que apresentaria provas de fraude nas eleições de 2014 e 2018, Bolsonaro mostrou apenas vídeos de correntes de WhatsApp e citou teorias conspiratórias que já foram refutadas. Ele mesmo admitiu que não tinha provas de irregularidades nos últimos pleitos.

Ou seja, até Bolsonaro percebeu que a montanha pariu um rato.

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