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Bolsonaro uniu Centrão, PT e delatados da Lava Toga

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A manobra de Jair Bolsonaro para tomar conta da PF, afastando Sergio Moro e Maurício Valeixo, tem o apoio do PT, do Centrão e de membros do Judiciário implicados na Lava Toga.

Diz a Folha de S. Paulo:

“Eles não tratam do assunto publicamente, por ser tema caro ao eleitorado, mas nutrem há muito tempo fortes críticas ao trabalho da PF.

Arthur Lira, Eduardo da Fonte e Aguinaldo Ribeiro, todos do PP, por exemplo, viraram réus em decorrência de inquérito da Lava Jato, na investigação do chamado quadrilhão.

Caciques das outras legendas do grupo também foram e são alvos da polícia.

É o caso, por exemplo, do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, que sofreu busca e apreensão no fim do ano passado (…).

O PT tem adotado uma postura de inércia. Além das diversas investigações, prisões e indiciamentos de que o partido foi alvo nos últimos anos, dirigentes e integrantes da legenda se recusam a estar ao mesmo lado de Moro (…).

As delações de Sérgio Cabral e de Antonio Palocci colocam magistrados sob os olhares de delegados”.

O verdadeiro “antissistema”, portanto, é Moro. Bolsonaro apoia-se no sistema onde originou-se e cresceu, apesar do discurso, para manter-se no cargo.

É uma constatação evidente até para quem não gosta do ex-juiz da Lava Jato. Quanto tentou integrar-se ao sistema, foi tratado como outsider, percebeu que era outsider e saiu como outsider, revelando por que havia saído.

Foto: Adriano Machado/Crusoé

Leia também: Exclusivo: pistas sobre o assassinato que assombra o PT.

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