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Botão quebrado e parafuso solto

Ao investigar denúncia de fraude numa urna em 2018, a Polícia Federal descobriu que o problema era no teclado e não no software; Bolsonaro usou exemplo para atacar voto eletrônico, ignorando a conclusão da perícia
Botão quebrado e parafuso solto
Foto: Wilson Lima/O Antagonista

No primeiro turno da eleição de 2018, a Polícia Federal investigou denúncia de eleitores de Morro Agudo (a 380 km de São Paulo) que reclamavam de uma urna eletrônica. Após digitar o número 1, o equipamento acrescentava o 3 automaticamente, beneficiando Fernando Haddad.

O caso foi apresentado por Jair Bolsonaro em sua live como indício de que o sistema eletrônico é fraudável, mas os peritos da PF descobriram que o problema era no teclado e não no software.

“Os peritos concluíram que o software instalado era igual ao do TSE e que a configuração estava correta. Segundo os peritos, a inserção do número 3 ocorria em vários casos, não só após o 1, por causa de uma falha física no teclado da urna de 9 anos de uso”, informa a Folha.

“Ressalta-se que esse evento de o número 3 ser enviado arbitrariamente, sem digitação do usuário, foi observado em momentos aleatórios, após digitação de distintas teclas, em diferentes telas de votação, para os variados cargos”, diz trecho da investigação.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, que acompanhou Jair Bolsonaro na live deveria saber disso, e não respaldar teorias conspiratórias de quem tem um parafuso solto.

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