Brasil, maior importador de etanol do mundo

Um dos legados dos governos petistas foi transformar o Brasil no maior importador de etanol dos Estados Unidos.

Uma pista do que ocorreu com o setor no país é dada pelo salto — de 2010 para 2011 — das exportações americanas de etanol para o Brasil, como mostra o gráfico da Agência Americana de Energia (abaixo).

A partir de 2011, a política de controle de preços de combustíveis de Dilma Rousseff conseguiu desmantelar a indústria de etanol brasileira e quase destruir o caixa da Petrobras (que perdeu cerca de US$ 45 bilhões entre 2011 e 2014).

Vale recapitular o que ocorreu com o setor nos governos Lula e Dilma:

  • Em seu primeiro mandato, Lula repete aos quatro ventos que o Brasil se transformaria em uma “Arábia Saudita Verde”, ou seja, seria o maior produtor e exportador de etanol do planeta.
  • Empresários investem maciçamente na construção de novas usinas de álcool.
  • Com a descoberta e confirmação do tamanho das reservas de petróleo no pré-sal, a Arábia Saudita Verde desaparece do radar do governo. O pré-sal vira o “bilhete premiado” do país e um dos principais capitais políticos de Lula.
  • Após a crise de 2008, o governo começa a dar concessões para a indústria, especialmente a automobilística, para estimular a economia.
  • A inflação começa a aumentar e, principalmente, a partir de 2011, o governo Dilma passa a segurar o preço da gasolina. A defasagem do preço da gasolina levou os consumidores a deixar de usar etanol.
  • Endividadas, as usinas de álcool entram em dificuldades financeiras. A Unica, entidade que representa o setor, estima que 80 usinas foram fechadas desde 2009.
  • Além das usinas falidas, muitas passaram a fabricar açúcar, em vez de etanol.
  • Resultado: a produção de etanol caiu e o Brasil começou a importar cada vez mais álcool de milho americano.

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