Brasil na Economist: acerto só no diagnóstico

O plano petista de “regular a imprensa” terá de abranger os jornais e revistas em língua inglesa. Depois do Financial Times e da Time, a revista The Economist desta semana traz uma grande reportagem sobre o Brasil intitulada “O atoleiro do Brasil”.

A Economist diz que:

a) A outrora estrela latino-americana está na pior bagunça desde o início dos anos 90.

b) Na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff vendeu um falso retrato da situação brasileira

c) A estagnação está em vias de se tornar uma recessão provavelmente longa

d) O vasto escândalo de corrupção da Petrobras paralisou os investimentos na economia

e) A desvalorização do real adicionou 40 bilhões de dólares a mais nas dívidas de curto prazo das empresas brasileiras no exterior

f) Para sair do atoleiro, seria necessário ter uma liderança forte, mas Dilma Rousseff é fraca. Além de vencer a eleição por uma margem estreita de votos, a sua base política está rachando, assim como está caindo a sua taxa de aprovação entre os cidadãos

g) O Brasil criou os seus próprios problemas, porque o governo adotou um “capitalismo de estado tropical”, que combina frouxidão fiscal, contas públicas nebulosas e uma política de enfraquecimento da indústria

h) Não pela primeira vez, o país vive um “semi-parlamentarismo”, porque o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, tem a sua própria agenda

Ainda assim, a Economist diz que o Brasil tem condição de sair do atoleiro, porque tem um setor privado grande e diversificado e instituições democráticas robustas. A revista também afirma que a fraqueza de Dilma Rousseff faz do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, uma figura indispensável, e que ele deveria construir pontes com o deputado Eduardo Cunha (kkk, rsrsrs, hahaha). Precisamos apresentar o correspondente da Economist a Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, Luís Inácio Adams, Aroldo Cedraz, entre outros representantes dessa gente inzoneira que está pulverizando as instituições brasileiras, a fim de salvar Lula e Dilma Rousseff, e levando de roldão a economia brasileira.

A Economist acerta no diagnóstico e erra no tratamento. Só o impeachment da atual presidente tirará o país do atoleiro.

Dá para chamar o impeachment?

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