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"Bunker olavista" custa R$ 14,4 milhões ao Itamaraty

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Notabilizada por promover palestras e seminários vinculados à ala olavista do governo de Jair Bolsonaro, a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) consome cerca de R$ 15 milhões por ano durante a atual gestão de Ernesto Araújo à frente do Itamaraty, informa André Spigariol na Crusoé.

No ano passado, o chanceler chegou a participar de uma conferência sobre os perigos do “globalismo” promovida pela fundação, com participação massiva de bolsonaristas.

O órgão assegura que não emprega recursos públicos para remunerar palestrantes de seus eventos presenciais e online, a exemplo dos blogueiros bolsonaristas Bernardo Küster e Allan dos Santos, mas também vê como riscos à sua integridade “ameaças à imparcialidade e à autonomia técnica”.

“A Funag, na atual gestão, jamais remunerou qualquer palestrante ou outro tipo de orador convidado para participar de evento patrocinado ou apoiado pela Fundação. Todos os mais de 440 palestrantes, moderadores ou mesmo autoridades que tenham participado de mesas de abertura de eventos promovidos ou apoiados pela Funag desde o início de 2019 até hoje participaram desses eventos de maneira totalmente gratuita”, diz a entidade, presidida por Roberto Goidanich, em documento encaminhado à Crusoé

A fundação é referência no mercado editorial para obras sobre a política externa, mas reduziu essa atividade. Entre 2016 e 2018, sob o governo de Michel Temer, a Funag teve uma média de 41 publicações novas por ano. No ano passado, porém, a fundação disponibilizou somente 17 novas edições. Neste ano, até agora foram apenas oito publicações, sendo cinco delas referentes à nova coleção do Itamaraty para ensino de língua portuguesa. 

Trabalham nos gabinetes da Funag 39 funcionários atualmente, de acordo com o Portal da Transparência, mas a fundação vem sofrendo cortes. Entre 2018 e 2020, a fatia do gasto federal destinado ao órgão caiu de R$ 16,9 milhões para R$ 14,4 milhões. Já no ano passado, a repartição teve R$ 1,2 milhão a menos para gastar em relação ao último ano do governo Temer.

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