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"Cabe tudo no inquérito do fim do mundo", diz Marco Aurélio

Em sua entrevista à Crusoé, o ministro abordou temas que são tabus no STF, como a condução do inquérito do fim do mundo
“Cabe tudo no inquérito do fim do mundo”, diz Marco Aurélio
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Em sua entrevista à Crusoé, Marco Aurélio Mello abordou temas que são tabus no STF, como a suspeição de ministros da corte em julgamentos e o desconforto com a condução do inquérito do fim do mundo.

Para Marco Aurélio, o ministro Dias Toffoli, por exemplo, não deveria ter participado do julgamento que anulou a delação premiada de Sérgio Cabral. Toffoli foi um dos alvos da delação. 

O exemplo vem de cima. E a pior coisa é um julgamento em causa própria. Nessa participação do ministro Dias Toffoli, se eu fosse presidente, eu questionaria a participação dele na anulação da delação do ex-governador Sérgio Cabral porque ele seria, desde o início, um delatado. Como participar desse julgamento?”, questionou.

Sobre o chamado inquérito do fim do mundo, que investiga supostas ofensas e ameaças contra os ministros, Marco Aurélio afirmou:

O que ocorreu no caso foi que o (então) presidente (Dias) Toffoli, ele próprio personificando a vítima, que era o Supremo, determinou a instauração do inquérito. E o pior é que pinçou o relator. Nem sequer houve a distribuição automática para saber quem seria o relator. Escolheu o relator da preferência dele, o ministro Alexandre de Moraes. Esse inquérito está tramitando, e quando surge qualquer coisa que tenha relação mínima com a matéria básica, que seria divulgação de notícias contrárias ao Supremo e seus integrantes, há remessa do tema para o relator. Por isso, cheguei até a dizer que esse era o inquérito do fim do mundo. Nele cabe tudo.”

Leia aqui a entrevista na íntegra (aberta para não assinantes). Assine a Crusoé e apoie o jornalismo independente.

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