Cabral, Cunha e o Banco Nacional

Há alguns anos, eu (Claudio) publiquei na ISTOÉ denúncia que ajudou a desarticular um plano de Eduardo Cunha para transformar os controladores do extinto Banco Nacional de devedores em credores da União.

Cunha usou textos de MPs para inserir artigos malandros que provocariam um rombo de R$ 33 bilhões nos cofres públicos. O Nacional foi extinto há tempos, mas essa articulação para ‘ajudar’ os antigos sócios é recente.

Primeiro, ele tentou reduzir o tamanho da dívida do Nacional por meio de uma emenda na MP 472/2009, de relatoria de Romero Jucá, mas o texto acabou vetado por Dilma.

Depois, pressionou a AGU para aprovar uma portaria que reconheceria os chamados FCVS (créditos iliquidáveis oriundos do Proer) em instrumentos da dívida pública. Na prática, o Nacional usaria créditos de solvência incerta para quitar seus débitos com a União.

Sem sucesso, Cunha tentou novamente inserir uma emenda de contrabando na MP 561/2012, liberando o Nacional da exigência de regularidade fiscal para validar os FCVS. A bomba foi novamente desarmada com ajuda da Procuradoria do Banco Central e da AGU.

Ontem, graças à Operação Calicute, descobri que Paulo Magalhães Pinto, um dos herdeiros do Nacional, é laranja de Sérgio Cabral.

Pelo visto, Cunha não agia sozinho.

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