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Cabral tenta nova delação e apresenta 75 denúncias inéditas

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O ex-governador do Rio Sérgio Cabral vai tentar de novo assinar um acordo de delação premiada. Por isso ele entregou ao Ministério Público Federal mais 75 denúncias inéditas sobre esquemas de corrupção no estado, segundo a Veja.

A revista teve acesso a 11 das novas denúncias.

Uma delas diz que o ex-governador Fernando Pezão e o ex-secretário de Obras do estado Hudson Braga se encontravam quinzenalmente com o ex-ministro Alexandre Padilha para entregar propina por projetos em favelas no Rio feitos com verba federal.

Em duas ocasiões, segundo a Veja, Cabral mandou seu agente financeiro, Carlos Miranda, entregar R$ 300 mil a Padilha. Todos os citados pelo ex-governador do Rio negam as acusações.

Algumas das denúncias fazem menção ao ex-prefeito da capital carioca Eduardo Paes. Um dos relatos diz que Paes direcionou a licitação da obra do Parque Olímpico de Deodoro para a empreiteira Queiroz Galvão e cobrou propina de 5% sobre o valor do contrato.

Cabral disse aos procuradores que o plano era dividir o dinheiro, mas o ex-prefeito ficou com tudo.

Outro caso de Eduardo Paes envolve a reforma da residência oficial da Prefeitura, a Gávea Pequena. Cabral contou em seus novos depoimentos ter sido procurado por Paes para acionar Fernando Cavendish, da Delta, para fazer a obra, de R$ 1,5 milhão.

Em troca, a Delta venceria a licitação do Parque Madureira, de R$ 90 milhões.

Paes nega as acusações.

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