Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Caciques do Senado tentam abafar Simone

Caciques do Senado tentam abafar Simone
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Caciques do Senado, assim como no ano passado, tentam ignorar a pré-candidatura de Simone Tebet.

“Ela não tem chance”, disse a O Antagonista um emedebista da velha guarda. Outro senador, do PSD, também tentou desmerecer o nome de Simone. “Ah, não avança”.

Simone é do MDB e, como este site antecipou, vai de novo para a guerra interna — o partido já disse que não abre mão de candidatura única. Também são pré-candidatos da legenda Eduardo Braga, o líder da bancada, e os líderes do governo no Congresso e no Senado, Eduardo Gomes e Fernando Bezerra Coelho.

Simone tem buscado apoios fora do partido, inclusive na bancada feminina e no grupo “Muda, Senado”, que deverá decidir sobre apoio por volta de 15 de janeiro.

No ano passado, Simone buscou se viabilizar como candidata do MDB. No meio do caminho, esbarrou em Renan Calheiros, que publicamente negava a candidatura, mas, nos bastidores, trabalhava para destruir a senadora. O jogo foi sujo, culminando em um tuíte — apagado em seguida — no qual o alagoano fazia referência ao pai de Simone, o ex-senador Ramez Tebet, já falecido.

A bancada do partido, na véspera da eleição, acabou tendo que decidir no voto se lançaria Renan ou Simone. Por 7 a 5, o alagoano saiu vitorioso. Votaram com Renan: Jader Barbalho, Eduardo Braga, Marcelo Castro, Fernando Bezerra Coelho, José Maranhão e Eduardo Gomes, que foi eleito pelo Solidariedade, mas trocou de partido antes mesmo do início da legislatura. Votaram com Simone: Márcio Bittar, Confúcio Moura, Luiz do Carmo e Dário Berger. O senador Jarbas Vasconcellos estava em Brasília, era apoio certo a Simone, mas não apareceu para votar.

Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO