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Câmara adia votação da PEC dos Precatórios para amanhã

Apenas a discussão da matéria será feita na sessão de hoje; quórum baixo no plenário adia deliberação, e Arthur Lira teme derrota
Câmara adia votação da PEC dos Precatórios para amanhã
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deputado General Peternelli (foto), que preside a sessão da Câmara, anunciou há pouco o adiamento da votação da PEC dos Precatórios para amanhã (28). O texto cria uma gambiarra no teto de gastos para pagar um Auxílio Brasil de R$ 400. Com 453 parlamentares registrados no sistema, Arthur Lira teme uma derrota.

Segundo Peternelli, apenas a discussão da matéria será feita na sessão de hoje. Ele afirmou que 23 congressistas farão discursos até o encerramento dos trabalhos. Os líderes da base estão reunidos com Ciro Nogueira e João Roma para negociar a votação da proposta.

A matéria precisa de 308 votos favoráveis. Além disso, os ministros da ala política tentam negociar com os parlamentares a aprovação do texto. A ideia dos deputados é consumir parte do espaço fiscal de R$ 83 bilhões com o adiamento no pagamento de sentenças judiciais e com a mudança no período usado para correção do teto de gastos.

Um documento que circula entre os gabinetes do Congresso estima que dos R$ 83 bilhões de espaço aberto no teto de gastos, R$ 49 bilhões serão usados para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400, R$ 3,6 bilhões serão usados para a bolsa-caminhoneiro de R$ 400 e até R$ 24 bilhões para reajustar aposentadorias e benefícios indexados ao salário-mínimo.

Os R$ 6,4 bilhões poderiam ser usados para aumentar o fundo eleitoral. Se o espaço no teto for superior a R$ 83 bilhões – a Instituição Fiscal Independente do Senado estima uma abertura de R$ 95 bilhões – os recursos poderiam garantir as emendas de relator.

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