Camargo Corrêa na privada

A Veja online fez uma matéria sobre todas as artimanhas das empreiteiras para tentar melar a Lava Jato.

Uma delas é “fazer uma campanha na imprensa para mudar a opinião pública”.

A Folha de S. Paulo, hoje, publicou uma reportagem de Mônica Bergamo que mostra perfeitamente como pode ocorrer essa campanha na imprensa. Ela diz:

“Cada cela tem um vaso sanitário de aço pregado no chão e uma pia. Um dos investigados presos naquele dia, e que agora está em liberdade, relatou à Folha: “Nada separa a latrina do restante do espaço. A pessoa tem que ir ao banheiro na frente de todos os outros que estão presos ali””.

Ou então:

“A pressão de Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa, que é cardiopata e bipolar, foi a 23 por 12. Ele e José Ricardo Breghirolli, da OAS, só choravam”.

E também:

“Obcecado, Agenor Ribeiro deu um jeito de amenizar a aflição: criou um relógio de sol, marcando riscos na parede quando a hora era informada a ele pelos carcereiros”.

E mais:

“A hora da refeição é também de algum suplício: quando as marmitas são entregues, os presos têm que ficar voltados para a parede, de costas para os carcereiros. A comida servida é “puro sal”, segundo os relatos de quem esteve na custódia”.

Para dar a impressão de que a prisão de Curitiba é Alcatraz e de que o presidente da OAS é Clint Eastwood, a reportagem da Folha de S. Paulo recorre até mesmo a desenhos sombrios.

Por maior que tenha sido o empenho de Mônica Bergamo, O Antagonista não ficou com dó dos empreiteiros.

Camargo Corrêa na privada

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