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Candidatos à PGR criticam atuação de Aras e se opõem à recondução

Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Nicolao Dino destacaram adesão de Aras à agenda do governo e resistência em investigar Bolsonaro e ministros
Candidatos à PGR criticam atuação de Aras e se opõem à recondução
Fotos: PGR e ANPR

Opositores de Augusto Aras, os subprocuradores Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Nicolao Dino criticaram hoje a atuação do procurador-geral durante entrevista sobre a sucessão no cargo, que ocorrerá em setembro.

Os três foram os únicos candidatos inscritos para a lista tríplice que a associação da categoria enviará ao presidente, no segundo semestre, como indicados para chefiar o Ministério Público.

Dentro da PGR, há certeza que Jair Bolsonaro vai ignorar novamente a lista, organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, e reconduzir Aras para o cargo.

Na entrevista, os subprocuradores destacaram a adesão de Aras à agenda política do governo, a resistência em investigar o presidente e os ministros — especialmente pela condução do combate à pandemia e também na questão ambiental — e a opção de ministros do STF em ignorar a PGR em investigações — caso do inquérito das fake news e do inquérito contra Ricardo Salles.

Da forma como foi escolhido, se recuperarmos a sabatina do procurador-geral, veremos que aquilo que ele se propôs estava muito mais relacionado a uma pauta do Executivo do que propriamente da sociedade“, afirmou Luiza Frischeisen.

“A ausência de delimitação prévia do rol de nomes a ser objeto de escolha do presidente da república, constitui um calcanhar de Aquiles para a independência do Ministério Público”, complementou Bonsaglia.

Dino foi além: defendeu que, além de impor em lei a lista tríplice, o Congresso deveria impedir a recondução do procurador-geral — ainda que com mandato maior que os atuais 2 anos –, e estabelecer um período de quarentena, para impedir que ele assuma outros cargos durante determinado período após deixar a PGR — desde o ano passado, Aras tenta uma vaga no STF.

“Podemos extrair das experiências já realizadas que a recondução não é uma boa opção para o exercício do cargo. A própria ideia de democracia está umbilicalmente ligada à ideia de alternância no exercício das funções. Isso areja o exercício da função. A quarentena propiciaria maior independência”, afirmou.

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