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Carlos Fernando Lima: O Necromante e os mortos-vivos

Carlos Fernando Lima: O Necromante e os mortos-vivos
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em seu artigo para a Crusoé que foi ao ar hoje, o procurador Carlos Fernando Lima compara Jair Bolsonaro a um necromante capaz de ressuscitar “mortos-vivos” como Renan Calheiros e Lula.

Necromantes são conhecidos na literatura e no cinema como bruxos e espíritos que por magia negra trazem à vida pessoas que já morreram. Não a uma vida plena, mas a um estado catatônico, a uma semivida na qual ficam vagando por aí como mortos-vivos. Todos conhecem a sua versão na cultura pop, os zumbis, que se alimentam de outros seres humanos, transferindo-lhes a maldição a cada mordida. Um dos mais famosos desses espíritos necromantes é o do Barão Samedi, um assassino enquanto vivo, representado de cartola e bengala e o rosto pintado com uma caveira, que na religião vodu haitiana tem a função de encaminhar os mortos, inclusive para essa semivida.

Fora dos filmes de terror e animações da Disney, há também necromantes no mundo real, especialmente em nossa política, capazes de trazer à vida alguns personagens que já considerávamos esquecidos e sem poder – o que na política sempre significa a morte. O necromante maior de nossos dias, mercador da morte e ressuscitador de mortos, o Barão Samedi da nossa política, chama-se Jair Bolsonaro. Seus atos, omissões e palavras, como um feitiço de magia negra, não somente são responsáveis pela morte de milhares de brasileiros como ainda trazem à vida políticos que já deviam estar sepultados, e bem sepultados, da vida pública.”

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