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Carlos Moisés retoma o cargo hoje

Carlos Moisés retoma o cargo hoje
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Carlos Moisés (PSL) retoma já nesta sexta (7) o cargo de governador de Santa Catarina. Segundo sua assessoria de imprensa, ele será notificado oficialmente do resultado do tribunal misto nesta tarde.

O tribunal misto votou por 6×4 pelo impeachment, mas eram necessários sete votos para tirar Moisés definitivamente do cargo.

Esta é a segunda vez que Moisés sofre um processo de impeachment. Em novembro, ele foi absolvido por outro tribunal misto, por 6×3, com uma abstenção. Nessa ocasião, portanto, a maioria votou pela absolvição, resultado diferente do de hoje.

O primeiro processo de impeachment foi aberto porque o defensor público Ralf Zimmer Junior apontou crime de responsabilidade no ato administrativo de 2019 que deu aumento aos procuradores do estado, sem autorização da Assembleia, para equiparar o salário deles ao dos procuradores da Alesc.

O segundo processo começou em agosto do ano passado. Dezesseis pessoas – entre advogados, empresários e profissionais liberais – protocolaram um pedido acusando Moisés de crime de responsabilidade na compra dos respiradores da Veigamed, na tentativa de contratação do hospital de campanha que seria instalado em Itajaí, na prestação de informações falsas à CPI dos Respiradores (instalada pela Alesc) e na não-adoção de procedimentos administrativos contra os ex-secretários de Estado Helton Zeferino e Douglas Borba.

Em setembro de 2020, a Polícia Federal e o MPF cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa d’Agronômica, residência oficial do governador, e também no Centro Administrativo do governo.

No mês seguinte, a PF disse não ter encontrado elementos para incriminar o governador na compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões com dispensa de licitação.

Moisés foi afastado do cargo, pela segunda vez, em 30 de março deste ano.

Durante os dois períodos em que Moisés esteve afastado, Santa Catarina foi governada pela bolsonarista Daniela Reinehr. Ela deixou o PSL para se juntar à Aliança pelo Brasil, que não obteve sucesso, e está sem partido. Uma de suas maiores aliadas é a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que fez campanha abertamente pelo impeachment de Moisés.

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