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A carta de Temer para Raquel Dodge

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Michel Temer enviou uma carta a Raquel Dodge comentando sua inclusão no inquérito que investiga supostos pagamentos de propina da Odebrecht em troca de favorecimento pela Secretaria da Aviação Civil.

O presidente disse à PGR que encaminhava “por mero interesse acadêmico” cópia de um parecer de Ives Gandra Martins sobre a possibilidade de presidentes serem investigados por atos anteriores ao seu mandato.

“Reitero que o objetivo é meramente acadêmico, já que não me insurgirei contra o despacho dado pelo ministro Fachin acolhendo sua postulação”, acrescenta Temer.

Até agora, o presidente é muito mais cordial com Raquel Dodge do que com o antecessor, Rodrigo Janot. Mas nesse caso –vejam só– Temer concorda com Janot, que não o incluíra no inquérito.

Comentários

  • JOSÉ -

    Essa carta que o presidente mandou à PGR, obviamente, é uma pressão explícita e indevida sobre a Procuradora. Fica mais que evidente o propósito de dizer, sem falar, que a Procuradora precisa saber o que outros especialistas, como ela, entendem a respeito. Ninguém na mídia parece ter percebido isso. A Procuradora, inteligentemente, quando convidada pela Globo News a se pronunciar sobre o episódio, ficou calada. No que fez muito bem, "pra não dar milho pra bode".

  • Francisco -

    Será que a jogada da PGR, muito distante de ser contra o Temer, não é exatamente a favor? Ser investigado estando no poder, com a caneta na mão, e não sendo possível ser processado, pode sim conduzir a um resultado favorável ao presidente: nada sendo "encontrado" o ajudará - e muito, no processo que terá contra si logo após sair da presidência.

  • Vulgo -

    O tremito corrupto agradeça à Raquel Dodge por ter engavetado a terceira denúncia.

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