Cartel com a bênção do governo

O JOTA publicou trechos de um relatório entregue pela OAS para seu primeiro acordo de leniência na Lava Jato, detalhando o acerto feito por oito empreiteiras, entre 2007 e 2008, para as obras rodoviárias do Arco Metropolitano, licitadas por R$ 800 milhões.

As passagens mais obscenas mostram que os representantes das construtoras se reuniram em pleno Palácio da Guanabara, sede do governo fluminense, para combinar como levantar barreiras para inabilitar rivais na licitação e, não menos importante, acertar uma divisão igualitária nos lucros.

O então secretário de Governo, Wilson Carlos, coordenava os trabalhos.

A obra está inacabada e segue sendo tocada pelo mesmo consórcio (OAS, Odebrecht, Carioca, Delta, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Oriente e Queiroz Galvão).