Casa Verde e Amarela e pobre no vermelho

O programa habitacional de Jair Bolsonaro, lançado hoje, chama-se Casa Verde e Amarela, mas tem tudo para deixar o pobre no vermelho.

Com 25 bilhões de reais do FGTS, o programa vai enriquecer ainda mais a empreita amiga e endividar ainda mais as famílias que conseguirão ter acesso ao crédito bancário — ele será concedido a famílias com renda mensal a partir de 2 mil reais. Mesmo com juros mais baixos para famílias que ganham até a primeira faixa, muitas não terão condição de pagar as prestações e acabarão entregando as suas casas para gente com mais posses, que as ocuparão ou as transformarão em fonte de renda, cobrando aluguel salgado — é o que ocorria na época do BNH e ocorreu nos anos do Minha Casa, Minha Vida.

A única política habitacional que funciona razoavelmente, como demonstram países europeus, é aquela na qual o estado constrói ou desapropria imóveis abandonados — em áreas com boa infraestrutura urbana, não em zonas ermas — e os cede a cidadãos mediante aluguéis subsidiados.

Se é para bancar o socialista, que se faça direito. O tal sonho da casa própria só serve, na verdade, para engordar o patrimônio de empreiteiros espertos e de predadores que esperam o momento de dar o bote em inadimplentes.

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